
Há alguns dias, na manhã de 04 de Setembro, o autor Kizzy Yzatis foi espancado por quatro seguranças da boate a Loca; e sua amiga Lis Vamp, cineasta e aniversariante da noite, foi segura estupidamente, obrigada a ver o amigo sendo agredido após uma discussão sobre uma comanda paga ou não. Não é preciso falar sobre os excessos dessa atitude insana, no orkut do Kizzy, as fotos postadas revelam o resultado do preconceito e despreparo dos "profissionais" contratados pela "casa", e, diante do silêncio da mesma, a conivência com essa ignorância.
Somente quando pessoas próximas, chegam perto demais dos limites da ignorância real e palpável do mundo que nos cerca, é que percebemos o quão profundo é esse abismo.
Isso realmente me atingiu de uma forma que não esperava, de repente percebi o quanto se fica anestesiado diante de atitudes parecidas com essa. Quantas vezes, num encontro informal, percebi o assunto mudar quando se fazia uma mera referência a ciganos, homossexuais ou qualquer outra minoria étnica ou ainda sobre tribos urbanas incompreendidas pela maioria; o quanto diariamente somos atingidos por algum tipo de preconceito e é tão comum e esperado que passa "desaparcebido".
Como cigana já vi muitas situações desnecessárias, não tão violentas quanto a que o Kizzy e a Lis sofreram, mas suficientes para não esquecer... É impossível imaginar a dor que fica dessa humilhação, causada por sabe-se lá o que da involução humana. Dá-se a impressão que somos presas fáceis, espreitadas o tempo todo por predadores extremamente reais, que não tem fraquezas como os vampiros sobre os quais Kizzy e Lis escrevem; são criaturas "normais" como nós. Criaturas que andam sob o mesmo sol e lua que nos inspira, mas que em suas mentes ecoam medos e conceitos que uma vez libertos não tem controle.
Não sei o que podemos fazer, só sei que o que estiver ao meu alcance vou usar, nesse momento são as palavras e as atitudes, divulgar e passar pra frente, para que não esqueçamos disso e não passe em branco. Esse triste acontecimento não pode ficar na poeira das botas dos imbecís que fizeram isso e no tapete da porta de entrada desse castelo de horrores.
Essa insanidade não pode virar mera lembrança ou lenda urbana que todo mundo ouviu falar e não acredita...
Somente quando pessoas próximas, chegam perto demais dos limites da ignorância real e palpável do mundo que nos cerca, é que percebemos o quão profundo é esse abismo.
Isso realmente me atingiu de uma forma que não esperava, de repente percebi o quanto se fica anestesiado diante de atitudes parecidas com essa. Quantas vezes, num encontro informal, percebi o assunto mudar quando se fazia uma mera referência a ciganos, homossexuais ou qualquer outra minoria étnica ou ainda sobre tribos urbanas incompreendidas pela maioria; o quanto diariamente somos atingidos por algum tipo de preconceito e é tão comum e esperado que passa "desaparcebido".
Como cigana já vi muitas situações desnecessárias, não tão violentas quanto a que o Kizzy e a Lis sofreram, mas suficientes para não esquecer... É impossível imaginar a dor que fica dessa humilhação, causada por sabe-se lá o que da involução humana. Dá-se a impressão que somos presas fáceis, espreitadas o tempo todo por predadores extremamente reais, que não tem fraquezas como os vampiros sobre os quais Kizzy e Lis escrevem; são criaturas "normais" como nós. Criaturas que andam sob o mesmo sol e lua que nos inspira, mas que em suas mentes ecoam medos e conceitos que uma vez libertos não tem controle.
Não sei o que podemos fazer, só sei que o que estiver ao meu alcance vou usar, nesse momento são as palavras e as atitudes, divulgar e passar pra frente, para que não esqueçamos disso e não passe em branco. Esse triste acontecimento não pode ficar na poeira das botas dos imbecís que fizeram isso e no tapete da porta de entrada desse castelo de horrores.
Essa insanidade não pode virar mera lembrança ou lenda urbana que todo mundo ouviu falar e não acredita...
